Fernando Franco Enei Franceschi, 43 anos, ficou desempregado por três anos antes de apostar na carreira de tatuador. Sem estudo e profissão fixa, Teté, como ficou conhecido, acredita que a tatuagem o ajudou a ter uma nova perspectiva de vida. Ao plikko, ele conta como a força de vontade fez com que ele superasse todos os obstáculos da profissão.  Por Thais Hiray

A carreira de Fernando Franceschi como tatuador não foi algo planejado. Sem formação acadêmica, ele chegou a trabalhar em metalúrgica, frigorífico e em uma escola de educação infantil como artefinalista. Teté, como é conhecido, estava sem emprego quando seus amigos mais próximos o incentivaram a começar a tatuar. Para não ficar parado e por gostar da arte, Franceschi resolveu se dedicar a isso. “Eu não tinha nada, então foi o que me salvou na época.”

Ele não fez nenhum curso para se especializar, tudo foi construído a partir da observação e da experiência. “Eu ia me tatuar com profissionais mais velhos para aprender e ficava olhando, sem perguntar nada. Quando eu fui comprar meus primeiros materiais, tive que recorrer a outro tatuador para me ajudar.”

Franceschi não tinha experiência alguma, por isso, os primeiros clientes foram os próprios amigos que o estimularam.  Com o tempo, seu público cresceu e hoje, com 20 anos de carreira, ele atua em um estúdio de tatuagem em São Paulo.

Para Franceschi, a técnica é muito importante e é preciso achar a que se encaixa melhor em cada perfil. Foi assim que ele ganhou notoriedade no ramo: “Sou da época que valorizava a linha fininha, mas por ser algo que deforma com o tempo, resolvi me dedicar a uma linha mais sólida, sombras e cortes mais fortes”.

Uma sessão de tatuagem demora cerca de seis horas, contando a conversa para decidir o desenho, a apresentação do trabalho e claro, o traçado. Algumas demoram muito mais tempo, como as tatuagens realistas, por exemplo.

Franceschi acredita que cada pessoa tem um gosto diferente, então não podem ser julgadas pelos desenhos que elas querem. “Mas obviamente, às vezes, fazemos coisas que não gostamos”, diz.  A única vez que Teté negou uma tatuagem foi quando clientes pediram por desenhos – no estilo arte moderna – que ele sabia que não durariam. “Falei que os traços não aguentariam com o tempo e por isso, era melhor não arriscar. Afinal, depois colocariam a culpa em mim, né?”

As tatuagens mais pedidas são as que envolvem desenhos mais clássicos, como caravelas, âncoras, corações e pássaros. No entanto, elas podem ganhar uma personalização nas mãos de Franceschi. “Os clientes, normalmente, me dão a ideia e eu sintetizo em um desenho. Eu tento usar essa liberdade para fazer algo que vá durar, porque afinal, todos nós envelhecemos”, explica.

O preço é algo complexo de ser definido, já que muitas coisas podem ser alteradas. “Eu sempre dou uma média do que a pessoa gastará, mas nunca fecho um preço antes, porque tem gente que muda de ideia no meio do caminho e tenho que começar do zero”, afirma.

A maior satisfação de Franceschi é ver o cliente ir embora feliz: “É conseguir fazer com que ele tenha orgulho de mostrar o desenho novo para todos, agradando mesmo aqueles que não curtem muito tatuagem”.

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