Fisioterapeuta há 15 anos, David Homsi, 39 anos, decidiu se especializar na área de reabilitação de lesões ortopédicas (ósseas, musculares e ligamentares) quando, ainda na faculdade, era praticante de triathlon e percebeu uma séria defasagem nos treinamentos e reabilitação de atletas, que tinham suas lesões tratadas, mas não eram reabilitados para a continuidade do esporte. Atualmente, se dedica a melhorar a qualidade de vida das pessoas e também ensinar outros profissionais a aplicar seu método de tratamento. Ao plikko, ele fala sobre sua forma de trabalhar e as alegrias da profissão. | Por Renata Della Nina | Fotos: Acervo pessoal

Qual é o perfil dos seus pacientes?

Atendo atletas, praticantes de atividade física e pessoas com lesões ortopédicas, decorrentes de acidentes, entorses, da prática esportiva em demasia (overtraining), biomecânica incorreta do esporte, desequilíbrios musculares ou lesões por contato, no caso de esportes coletivos, por exemplo.

Como funciona o tratamento?

Procuro usar os métodos tradicionais (choquinhos, ultrassom e laser) com menos frequência e me foco mais no tratamento e reabilitação do corpo, cabeça e mente do paciente. Esse é o meu grande diferencial. Enquanto muitos tratam a lesão em si, eu procuro me focar nas dificuldades e barreiras do paciente. Fazendo isso, consigo garantir o tratamento do tecido lesionado, além de ensinar como o paciente pode ver seu corpo e entender a forma como ele reage aos mais variados estímulos.

Quanto tempo dura o tratamento?

Não há um número estipulado de sessões e cada sessão tem duração mínima de uma hora Minha ideia é sempre chegar ao final do tratamento deixando o atleta ou praticante de atividade física no mesmo nível anterior à lesão.

Você também atende em casa?

Atendo em casa apenas se houver total infraestrutura para atendimento (aparelhos de musculação, bolas, caneleiras, pesos livres, etc.).

Quais são os temas dos cursos e palestras que você ministra?

Dou cursos de fisioterapia ortopédica e esportiva e faço palestras sobre lesões nos esportes de contato e prevenção de lesões. Costumo ministra-los duas a três vezes por ano na minha própria clínica, em São Paulo.

Qual é a parte do seu trabalho que você mais gosta?

Ver o paciente que tinha alguma lesão sair da clinica com um sorriso no rosto e sem as dores, incômodos e dificuldades que o trouxeram até mim.