Formado em Ciências Biológicas, Felipe Grespan, 30 anos, acredita que a biologia não lhe deu apenas um diploma de ensino superior, mas também uma nova forma de ver a vida e como nos relacionamos com ela. Foi com essa visão de mundo que, em 2008, teve os primeiros contatos com o mundo da fotografia. Como biólogo, começou a fotografar animais. Foi quando uma veia poética e jornalística surgiu, levando-o ao mundo da Fotografia Documental, de onde nunca mais quis sair. Ao plikko, ele conta como trabalha isso e com isso.| Por Renata Della Nina

“Meu primeiro contato com os termos técnicos da fotografia foi em 2008, quando fiz um minicurso de fotografia para biólogos, na Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais. Nesse período, como um bom biólogo, comecei a fotografar animais, o que resultou em fotos muito bonitas, me dando estímulo para seguir no ramo da fotografia.

A profissão se tornou ainda mais forte em minha vida, quando consegui uma vaga para um mestrado fora do País, em Antropologia Biológica, na Universidade de Coimbra, em Portugal. Aproveitei a oportunidade e fiz cursos em diversas instituições da Europa, sempre com o intuito de aprimorar conceitos e ampliar meu olhar fotográfico.

Ainda em Portugal, fui fotógrafo do jornal universitário A Cabra e fiz diversas matérias jornalísticas. Foi aí que decidi que seria fotógrafo de pessoas, pois a emoção de contar uma história de forma jornalística e, ao mesmo tempo, poética, são os combustíveis para a chamada Fotografia Documental.

A Fotografia Documental trabalha com o registro das memórias, da cultura e arte de um grupo de pessoas, de uma comunidade ou de uma família. O simples cotidiano familiar, por exemplo, pode esconder uma história muito rica. De uma mãe fazendo compras no supermercado, do pai jogando videogame com o filho ou de um almoço de domingo na casa da avó.

Esses são momentos altamente significativos na vida de uma criança e devem ser guardados e relembrados com carinho.

Nos dias de hoje somos constantemente bombardeados pela fotografia. Todos os dias, nós vemos ou tiramos dezenas delas. No entanto, essas fotos não conversam umas com as outras, não contam uma história duradoura e acabam se perdendo em pouco tempo no imenso mar cibernético que nos rodeia. Com a Fotografia Documental é bem diferente.

Meu trabalho não tem hora estipulada, nem quantidade de fotos determinadas. Me proponho a passar o tempo que a pessoa ou a família quiser para registrar esses momentos simples – mas nunca simplistas – e espontâneos da vida familiar.

Depois disso, as fotos – selecionadas por mim – são editadas, impressas e entregues aos familiares em uma caixinha de recordação. Vale dizer que a família só vê o resultado das fotos no dia da entrega e, uma das coisas que os pais mais adoram é a espontaneidade, o sentimento e o amor verdadeiro capturados em cada imagem.

Para mim, a Fotografia Documental é a única capaz de extrapolar sua visão de mundo, contando histórias únicas e proporcionando experiências indescritíveis às famílias.”

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