Não se sabe ao certo quantos motoristas de Uber rodam por aqui nem mesmo quantas corridas solicitadas pelo aplicativo são realizadas todos os dias pelo País. E ainda que muita, mas muita gente saiba o que é o Uber e use seus serviços diariamente, outro enorme contingente mal conhece a ferramenta e seus pontos positivos (e negativos).| Por Marc Tawil

Ponto para os novos players, como Cabify e 99 Táxis (99 Pop), que começam timidamente a se expandir nos grandes centros do Brasil.

Enquanto isso acontece, a Uber decidiu inovar e ampliar seus domínios por áreas que, aparentemente, pouco ou nada têm a ver com o transporte de passageiros.

Aparentemente.

Um dos exemplos é o serviço UberEATS, que acaba de desembarcar em São Paulo. Já são 100 restaurantes que, por meio dos serviços da plataforma, não transportam pessoas, mas sim pratos para esfomeados comensais.

“Você pede qualquer prato da nossa lista de restaurantes locais e recebe a entrega rapidamente. Os pedidos levam em média 30 minutos, do início ao fim. E com o atendimento que você adora”, diz o site.

E por que pedir hambúrgueres, risotos e massas com uma gigante da economia compartilhada e não por meio de outros aplicativos ou até ligando para os restaurantes?

Por praticidade, garante a Uber: “Quando estiver pronto para fazer o pedido, você verá o preço total, que inclui a refeição e a taxa de entrega. Não precisa dar gorjeta. Pague com sua conta da Uber e acompanhe o status de seu pedido no site”.

Lavanderia e carros sem motorista

Inovar ou morrer é a palavra de ordem na economia compartilhada.

Em Pittsburgh, Estado da Pensilvânia, Estados Unidos, enquanto no Brasil a briga é com taxistas, uma pequena frota de veículos Uber ​roda sem… motorista.

A experiência, criada pelo Centro de Tecnologias Avançadas da companhia​, usa veículos Ford Fusion híbridos e que possuem sensores como tecnologia laser e câmeras especiais.

Mas acalme-se. Este futuro ainda não chegou. O teste é monitorado por um engenheiro, que vai sentado no banco do motorista e assume a direção em caso de problemas. Nos Estados Unidos é Lei cada veículo ter um humano no comando.

A iniciativa do Uber se alinha a grupos como Google e Tesla e montadoras tradicionais, como BMW, Volvo e Nissan que já estudam explorar carros autônomos.

A economia compartilhada capitaneada por empresas como a Uber agora começa a inspirar o mercado tradicional, em especial a linha branca. A fabricante de eletrodomésticos Electrolux, por exemplo, estuda “uberizar” a lavanderia, com pessoas usando suas máquinas para lavar roupas de outras pessoas.

Segundo o jornal britânico Financial Times, Jonas Samuelson, o novo diretor-executivo da segunda maior fabricante mundial de eletrodomésticos, o momento é pensar em como resolver alguns desafios do projeto.

​E qual o objetivo? Entrar de vez em uma tecnologia que permita a comunicação entre máquinas em projetos das chamadas “casas do futuro”, diz Samuelson.

É esperar para ver.