Com uma exposição individual em Massachussets, nos Estados Unidos, duas coletivas no Rio de Janeiro e uma individual  em São Paulo, fica difícil imaginar que a pintora Suzanna Schlemm já tenha exercido outra profissão que não a de artista. Sua carreira profissional, no entanto, começou na área de comunicação. A guinada veio em 2001, quando se mudou para Nova York para estudar pintura. Ela falou ao plikko.

Renata Della Nina

“Me formei em comunicação e trabalhei como redatora publicitária por dez anos, mas essa vontade do desenho e da pintura sempre foi muito forte dentro de mim. Eu sempre soube que, em algum momento, teria de fazer uma pausa sabática para investigar essa história. Finalmente, em 2001, tomei coragem e me mudei para Nova York para estudar pintura e iniciar o que acabaria se tornando minha segunda carreira.

Fui aluna na faculdade New York Studio School e, em paralelo, realizei diversos cursos de desenho, pintura e gravura em outras escolas, como a School of Visual Arts e a New York Students Art League. Mais recentemente, em 2015, fui aluna do pintor Alex Kanevsky durante o workshop que ele ofereceu em Madri. Hoje estou mais focada na pintura, até porque

tenho feito exposições nos últimos anos. Faço alguns trabalhos personalizados, especialmente retratos. E também ofereço cursos de pintura em diferentes formatos. O principal é um curso chamado de Escola de Pintura, que acontece em São Paulo, duas vezes por ano, e tem duração de quatro meses.

A Escola de Pintura é um curso para quem realmente quer aprender a desenhar e pintar. Abordamos desde o primeiro traço no papel até a última pincelada na tela, com método, estrutura e toda a calma que o assunto merece. O único pré-requisito é a vontade de pintar.

Além da Escola de Pintura, também ofereço workshops de três dias em diferentes cidades, em que os alunos aprendem, na prática, as ferramentas básicas do desenho e da pintura a partir da observação, segundo a minha própria prática como pintora.

Em setembro do ano passado, inaugurei um novo projeto: o Café com Pintura, uma série de encontros entre pintores profissionais ou amadores que tenham vontade de trocar figurinhas. E, em outubro, também inaugurei uma lojinha online – a Galeria Secreta – dedicada às reproduções digitais do meu trabalho.

Para quem quiser saber mais, sempre disponibilizo todas as informações certinhas no meu site: http://suzannaschlemm.com/

Comunicação sem palavras

O que eu tenho vontade de pintar é sempre uma expressão do que já me habita por dentro. Por isso, sempre achei estranho usar o nome inspiração: o que chamam de inspiração para mim é mais uma expiração, um colocar para fora algo que já existe em mim.

Gosto dos pássaros porque são alegres e é um tema muito divertido para pintar. Pintar passarinho é quase trapaça: ele já vem pintado, é uma obra de arte, eu só tenho que passar para a tela.

As mulheres são outro exemplo em que eu esbarro com o nome: é claro que são mulheres, mas nunca penso nelas assim. Para mim, são figuras humanas, pessoas. Eu gosto muito de pintar pessoas, pois estou interessada no que nos une como seres humanos. E talvez, por eu ser mulher, as minhas pessoas quase sempre são mulheres também. Mas isso é realmente secundário, o mais importante para mim é o aspecto humano.

Vejo a arte como um canal de comunicação de assuntos muito sutis, mas, ao mesmo tempo, muito vigorosos, e muito importantes para todos nós integrantes dessa tribo humana. Quando uma imagem surge dentro de mim e eu a transformo numa pintura, quem vê a pintura faz uma conexão imediata a uma emoção dentro de si mesmo. De certa forma, é o meu universo interior conversando com o seu: uma comunicação muito intensa, muito forte e muito íntima. E o melhor: sem palavras.”

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